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Gitano

22.05.2019

 

Em espanhol, gitano. Em português, cigano. Em inglês gypsy. Todos os termos são corruptelas de egípcio. Claro, um equívoco de origem, uma vez que a natureza ágrafa e despreocupada da própria cultura levou a história desse povo a ser escrita por não ciganos.

 

Daí os infindáveis preconceitos de origem etnocêntrica.

 

Os estereótipos negativos que acompanham o povo gypsy começam a se enraizar a partir do século XVI. Mas aí seria tarde: os gitanos já estariam enfurnados por toda a Europa – ainda que sempre perseguidos, expulsos, marginalizados e, eventualmente, escravizados.

 

No Brasil, a tradição cigana tem seu início já com a colonização, quando os primeiros deportados da península ibérica começam a desembarcar na Colônia.

 

 

Carlos Heitor Cony, além de renomado jornalista, profícuo escritor e detentor de vários prêmios – incluindo-se um Jabuti –, revela-nos em seu romance O indigitado suas raízes gypsy. Nestes tempos digitais, Cony descobre-se – ele mesmo – descendente dessa nômade cultura. E, junto ao protagonista – alter ego de si mesmo –, viaja o mundo inteiro à busca de suas origens e tradições, passando por mil peripécias, até descobrir-se gypsy de verdade, numa roda de mendigos. Na Romênia.

 

Pergunta-se: e Botafogo, onde entra nessa indigitada estória?

 

Bem, após sofrer terrível queda na famosa Feira do Livro de Frankfurt – o que lhe rendeu um grave coágulo no cérebro –, Carlos Heitor Cony, como bom gitano, efetivamente faria, no bairro de Botafogo, pelo menos três escalas:

 

1ª: no Pró-Cardíaco, na rua General Polidoro;

2ª: no Samaritano, na rua Bambina;

3ª (e última) no Cemitério São João Batista.

 

Onde tem vaga cativa. E status de imortal.

 

*Lucio Valentim é professor de Literaturas, doutor em Letras Vernáculas e pesquisador visitante no Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da UFRJ

 

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