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Randevu em Botafogo

09.05.2019

 

Ainda considerado o escritor brasileiro mais traduzido no mundo – e para idiomas tão exóticos, tais como o vietnamita, o mongol ou o lituano –, Jorge Amado, desde o ano de sua estreia, em 1931, até o de sua morte, em 2001, continuou figurando como profícuo e criativo escritor de prosa.

 

E, com certeza, é um dos autores mais adaptados para a ficção televisivo-cinematográfica.

 

Vários atores deram vida a seus personagens. Paulo Gracindo, com A morte e a morte de Quincas Berro D'Água, atingiu limites dramáticos inimagináveis. Bebum igual ainda não se viu na ficção nacional.

 

E, se o romance Mar morto – travestido na telenovela Porto dos milagres – deu oportunidade a Marco Palmeira de interpretar um Guma apenas convincente, Marcello Mastroianni, por sua vez, simplesmente brilhou na pele do sensual turco Nacib.

 

A propósito, quem se esquece da cena de Gabriela, cravo e canela em que, a pretexto de caçar uma simples cafifa, Sônia Braga expõe aquela morena – e inesquecível – bunda?

 

E quão clássica também não é a cena de Dona flor e seus dois maridos em que Sônia desce a ladeira do Pelourinho patolando agora a bunda de José Wilker!

 

A despeito das narrativas de Jorge Amado, via de regra, terem como cenário a Bahia, quer seja o Sertão, quer a cidade de Salvador, há aquela passagem de Tieta do Agreste – a puta pródiga incorporada por Betty Faria na TV –, em que o narrador de Jorge consegue trazer a memória de seu personagem – impoluto político baiano –, direto do cenário dos bregas de Sant'Ana do Agreste para puteiros mais urbanos.

 

E bem distantes da Bahia:

 

(...) o cidadão de postura rígida e cabelo buscarré (...) procura vencer o acanhamento. Na juventude frequentara prostíbulos. Em certa ocasião festiva fora a um randevu, em Botafogo, no Rio de janeiro; depois casara-se.

 

 

*Lucio Valentim é professor de Literaturas, doutor em Letras Vernáculas e pesquisador visitante no Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da UFRJ

 

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