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22.10.2019

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INGLÊS SOB MEDIDA

AULAS PARTICULARES

Jacob do Bandolim em Botafogo

 

 

Na década de 1940, a casa 1 do número 53 da rua Pinheiro Guimarães, em Botafogo, era parada quase obrigatória para Jacob Pick Bittencourt, mais conhecido como Jacob do Bandolim, um prodígio como músico e compositor de choro com vinte e poucos anos de idade. Lá vivia a família de César Faria, oficial de justiça e violonista dos melhores, que Jacob havia conhecido nas apresentações em rádio que os dois faziam.

 

Daquela animada roda de choro participavam Pixinguinha, Dino Sete Cordas e outros chorões famosos. Os filhos de César Faria, Paulinho e Chiquinho, ficavam só admirando. Paulinho viria a ser nosso Paulinho da Viola.

 

Em 1940, Jacob havia conhecido a jovem Adylia Freitas, por quem se apaixonou perdidamente. Mas Adylia – de família rica e católica tradicional – só teria a permissão para casar se Jacob, filho de mãe judia polonesa, se convertesse ao catolicismo. O que a gente não faz por amor! Naquele mesmo ano, Jacob fez o curso de catecismo e foi batizado na Igreja Imaculada Conceição, em Botafogo, o que lhe custou o desprezo da comunidade judaica da Lapa, onde foi criado.

 

 

E as rodas de choro na rua Pinheiro Guimarães continuaram, mas se revezavam com a roda na casa de Jacob, em Jacarepaguá. Na década de 1960, Jacob estava desgostoso com a perda de prestígio do choro para a bossa nova. Pensou em criar um grupo para acompanhá-lo e difundir o gênero. Procurou, então, o amigo César Faria, que escolheu o nome: Época de Ouro. Jacob, mesmo sem gostar muito, topou. Da formação do conjunto, fizeram parte Dino Sete Cordas, César Faria, Carlos Leite – também violonista –, o cavaquinhista Jonas da Silva; o percussionista Gilberto D’Ávila e Jorginho do Pandeiro.

 

Quando Jacob do Bandolim morreu, em 1969, César Faria pensou em acabar com o Época de Ouro. O conjunto ficou inativo por um tempo, retornando em 1973, a pedido de Paulinho da Viola – àquela altura um músico em ascensão – para o espetáculo “Sarau”. Paulinho, com ajuda do jornalista Sérgio Cabral, ainda criaria o Clube do Choro. O Época de Ouro gravou mais de 40 discos e ajudou a difundir o choro pelo mundo.

 

Jacob deve ter ficado feliz.

 

 Adylia e Jacob, com os filhos Sérgio e Letícia

 

 Áudio de uma das concorridas rodas de choro com Jacob do Bandolim

 

 

* Antonio Augusto Brito é jornalista e adora história do Brasil

 

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