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22.10.2019

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INGLÊS SOB MEDIDA

AULAS PARTICULARES

Marcelo Janot, crítico de cinema e DJ 

 

Quando você assiste a um filme, você presta atenção na trilha musical? Já parou para pensar o quanto uma trilha ajuda a contar a história? Você pode até se esquecer do que o filme trata, mas boas trilhas musicais são inesquecíveis.

 

A partir do dia 11 novembro, durante quatro sábados seguidos, o crítico de cinema e DJ Marcelo Janot vai ensinar, no Estação NET Rio, a importância da trilha musical para a narrativa cinematográfica. No curso “Na trilha dos mestres”, ele vai analisar a utilização das trilhas nas obras de oito cineastas: Sergio Leone, Alfred Hitchcock, David Lynch, Quentin Tarantino, Stanley Kubrick, Barnardo Bertolucci, Steven Spielberg e George Lucas.

 

O Curta Botafogo foi conversar com Marcelo Janot. “Não é um curso para entendidos, é para quem gosta de cinema”, avisa. “Eu analiso a trilha musical com um viés mais técnico, mas trato de forma mais abrangente a obra do cineasta, o que atrai um público de todas as idades”.

 

Durante o curso, os alunos vão descobrir curiosidades como a da trilha musical de Era uma vez no oeste, de Sergio Leone, composta por Ennio Morricone antes de o filme ser rodado. “Leone colocou caixas de som no set de filmagens, e os atores contracenavam no ritmo da trilha”, conta Janot. Ou o caso da trilha de 2001 – uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick. “O diretor colocou uma trilha clássica qualquer apenas para indicar onde entraria a música a ser composta. Mas o compositor gostou tanto que resolveu aproveitar boa parte do material”, revela.

 

A proposta do curso é treinar os olhos – e, principalmente, os ouvidos – para que o filme seja compreendido de outra maneira. “Como crítico de cinema, eu faço uma análise técnica. Não desprezo a emoção que um filme provoca, mas não posso me colocar no lugar do público”, ensina Janot. “Muitas vezes, as pessoas reclamam que eu coloquei o bonequinho dormindo, quando o público adorou o filme. Acontece que um olhar mais apurado percebe coisas que o público ignora”.

 

Perguntamos por que não tem nenhum cineasta brasileiro no curso. “Porque falta uma trilha musical mais autoral”, respondeu Janot. “A gente tem o Glauber, em Deus o Diabo na terra do sol, que utilizou uma trilha, em forma de cordel, composta por Sérgio Ricardo. Ficou muito interessante, mas não criou uma identidade autoral do Glauber por conta disso e também não sustentaria uma aula inteira”. Para Janot, o cinema brasileiro tem muitos compositores de qualidade como Remo Usai, David Tygel, Tim Rescala, DJ Dolores, Plínio Profeta e Antonio Pinto. “Mas falta uma trilha que seja uma marca. Veja, por exemplo, Steven Spielberg. Ele entendeu, como poucos, que o que a gente não vê pode ser mais assustador do que o que a gente vê. O ostinato – frase musical obstinadamente repetida – que o John Williams criou para Tubarão foi uma das coisas mais assustadoras já feitas em cinema. Nunca mais fomos à praia do mesmo jeito. Isso é uma trilha de autor”.

 

Serviço:

 

Curso: Na trilha dos mestres, com o crítico de cinema e DJ Marcelo Janot

Local: Net Rio

Endereço: rua Voluntários da Pátria 88 – Botafogo

Datas: 11, 18, 25 de novembro e 2 de dezembro

Horário: de 11h às 13h

Valor: R$ 280

Inscrições: https://goo.gl/H5SoCg

 

AULA 1 – ALFRED HITCHCOCK e SERGIO LEONE: redefinindo o suspense e o western através da música. As parcerias que praticamente transformaram os compositores Bernard Herrmann e Ennio Morricone em coautores dos filmes.

AULA 2 – STANLEY KUBRICK e BERNARDO BERTOLUCCI: subvertendo o sentido de temas clássicos através do uso irônico da música; a emoção à flor da pele traduzida pelas trilhas.

AULA 3 – STEVEN SPIELBERG e GEORGE LUCAS: o cinema de entretenimento redescobre a música clássica de Hollywood; heróis e vilões que ganham vida fora das telas com seus temas inconfundíveis.

AULA 4 – DAVID LYNCH e QUENTIN TARANTINO: mistério, humor, delírios e o uso criativo da música pop.

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