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22.10.2019

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INGLÊS SOB MEDIDA

AULAS PARTICULARES

Nova casa para boa música em Botafogo. Aliás, um casarão!

"Criançada reunida" com Kevin Shortall (violão), Son Lemos (bandolim), Felipe Pedro (cavaquinho) e Leo Careca (pandeiro)

 

Dois motivos me levaram ao Casarão 22 (rua Farani 22) na chuvosa terça-feira, dia 13: conhecer o local recém-inaugurado e ouvir choro. Dois bons motivos, diga-se de passagem.

 

O Casarão 22 fica numa casa antiga, totalmente reformada, convidativa para quem passa na porta. Ainda do lado de fora, já ouvíamos o choro. Fiquei animada com o que ouvi.

 

Era choro bem tocado.

 

Entramos e encontramos um ambiente aconchegante, rústico e de bom gosto. Já na entrada, conhecemos Antônio Jatobá, um dos donos da casa, que nos recebeu com um sorriso. Adoro ser bem recebida! Isso faz diferença pra mim!

 

O choro bem tocado era do grupo Criançada Reunida, um sexteto que estava desfalcado de dois componentes. Mas a rapaziada que tocava era muito boa e fez bonito tocando Pixinguinha, Anacleto de Medeiros, Zequinha de Abreu, Waldir Azevedo, Maurício Carrilho e outros compositores – famosos ou nem tanto.

 

Perceberam que eu reconhecia as músicas e sabia seus compositores, então tive direito a fazer pedido: “Santa Morena”, de Jacob do Bandolim. Sopa no mel para o bandolinista do grupo, Son Lemos.

 

Já havíamos pedido uma cerveja – a bom preço! – e pastéis, quando Antônio sentou à mesa com a gente. “Sou um dos donos, o outro é meu filho Vitor. Eu sou físico e matemático; então, cuido do financeiro. A programação fica por conta do Vitor, que há tempos trabalha em produção de teatro, cinema e eventos”, explicou.

 

 

Ele também nos contou que, depois de quase dois anos de obras, a casa foi inaugurada no final de abril com três ambientes independentes e capacidade total para 230 pessoas.

 

Sobre as atrações da casa, foi Vitor Jatobá que revelou a ideia de oferecer uma programação variada com música de qualidade: choro, samba de raiz, jazz, blues e até folk irlandês. Mas ele também está abrindo a casa para ensaios de teatro e aulas de capoeira no amplo espaço no segundo andar.

 

A simpatia parece ser a marca do Casarão 22. Além do ambiente acolhedor e dos donos, fomos gentilmente atendidos pelo garçom Éverton, que esteve sempre atento e empenhado na missão de não nos deixar com copo vazio.

 

Chuva lá fora, choro lá dentro. O grupo Criançada Reunida foi abrindo espaço para amigos músicos. Logo Kevin Shortall (violão), Felipe Pedro (cavaquinho), Leo Careca (pandeiro) e o já citado Son Lemos (bandolim) ganharam reforços de Yuri Reis (violão de sete cordas), Beatriz Stutz (clarinete), Kaká Nomura (pandeiro), Miguel Rebello (cavaquinho) e Charles Wndson (sax soprano).

 

Roda de choro é assim: o povo vai chegando e sacando os instrumentos. Num instante, já estão todos entrosadíssimos e atacando em clássicos como “Sonoroso” (K-Ximbinho) e “Acariciando” (Abel Ferreira).

 

O grupo Criançada Reunida volta a tocar no Casarão 22 no próximo dia 27, das 19h às 22h. Eu e Augusto estaremos lá, com certeza. Ou, quem sabe, até antes disso para curtir outras atrações e saborear mais uma porção de linguiça acebolada com uma gelada.

 

Estão todos convidados!

 

Miguel Rebello e Felipe Pedro (cavaquinhos), Kevin Shortall (violão), Son Lemos (bandolim), Yuri Reis

(7 cordas), Leo Careca (pandeiro), Kaká Nomura (pandeiro) , Beatriz Stutz (clarinete) e Charles Wndson

(sax soprano)

 

 "Tico-tico no fubá", de Zequinha de Abreu

 

 "Delicado", choro de Waldir Azevedo

 

 "Lembranças da Bahia", choro de Otaviano Pitanga

 

 

 Miguel Rebello (cavaquinho), Charles Wndson (sax soprano), Kaká Nomura (pandeiro) e Beatriz Stutz (clarinete)

Yuri Reis (7 cordas), Son Lemos (bandolim), Miguel Rebello (cavaquinho) e Kaká Nomura (pandeiro) 

 

 

 

 

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