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22.10.2019

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INGLÊS SOB MEDIDA

AULAS PARTICULARES

No tabuleiro da baiana tem...

 

Para início de conversa, no tabuleiro da baiana tem – além dos quitutes tradicionais – o sorriso cativante de Anna Assis, "a baiana de Botafogo", há três anos vendendo simpatia e gostosuras na praça Nelson Mandela. E o que é que a baiana tem? Ah... Isso todo mundo sabe: vatapá, caruru, abará e, claro, um acarajé de se comer rezando. Até porque é rezando que ela faz suas delícias.

 

– Nós somos candomblecistas, fazemos nossas orações para cozinhar. É todo um ritual de preparo, uma comida de família, que não tem nada de industrial” – explica Anna.

 

E completa justificando por que só vende de 40 a 45 acarajés por dia:

 

– O meu trabalho é muito artesanal. Sou daquelas que quebram o feijão pilando na moenda; e meu pai é quem lava e limpa o camarão. Trago a quantidade certa para não sobrar, não desperdiçar, e para a comida ter qualidade.

 

O primeiro tacho sai às 16h30, quando já se começa a formar fila para saborear um dos maiores símbolos da culinária baiana. O último é às 20h, que acaba quase instantaneamente.

 

– Tem acarajé com vatapá, caruru e camarão na barraca todos os dias. Mas também faço abará e outras comidas típicas sob encomenda – anuncia Anna, aproveitando para fazer seu comercial.

 

Quem quiser fazer encomendas pode passar pela barraca de segunda a sexta-feira, das 16h às 20h, ou ligar para 96447-4905. No cardápio, estão – além do famoso acarajé – abará, bobó de camarão, caldeirada de frutos do mar e doces típicos da Bahia. Ela também leva seu buffet para eventos corporativos, casamentos, aniversários e qualquer outra confraternização.

 

Carioca com sangue baiano e mineiro, Anna passou a infância em Salvador, no bairro do Rio Vermelho, onde morou o escritor Jorge Amado. Hoje ela vive com o pai, Virgílio – esse, sim, baiano de Itagi – e os filhos no Santo Cristo. Anna escolheu Botafogo para instalar sua barraca porque foi criada aqui depois que veio da Bahia.  “Minha mãe mora no bairro e meu bisavô era jardineiro em Botafogo”, conta.

 

A legislação municipal estipula que não pode haver mais de uma baiana cadastrada para vender comidas típicas num raio de 500 metros. Isso significa que só há uma baiana por bairro. “Eu sou a baiana de Botafogo, filiada à Associação das Baianas de Acarajé – ABAM”, conta Anna, esclarecendo que a lei é “para que não existam conflitos e para que se ofereça o acarajé com a devida qualidade; afinal, as baianas do acarajé são reconhecidas como patrimônio cultural do Brasil”.
 

A simpática carioca-baiana explica ainda que “não é qualquer um que pode sair vendendo acarajé de shortinho e camiseta; seria um desrespeito à nossa cultura”. E fecha a entrevista revelando seu segredo para um bom acarajé: “temperos e produtos de qualidade, claro, mas o ingrediente secreto é mesmo o amor”.

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