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Tem uma vírgula fora da ordem


Um dos princípios básicos para o bom uso da vírgula é saber que ela não pode separar o sujeito do predicado numa oração. Ah! Você esqueceu o que é sujeito? Não faz ideia do que é predicado?

Sujeito e predicado são dois termos essenciais de uma oração. “Sujeito é o ser do qual se diz alguma coisa. Predicado é aquilo que se declara do sujeito, ou melhor, é o termo que contém a declaração, referida, em geral, ao sujeito”, pela definição do mestre Domingos Paschoal Cegalla.

Para simplificar:

– Sujeito é o termo sobre o qual o restante da oração diz algo.

– Predicado é o termo que contém o verbo e informa algo sobre o sujeito.

Exemplos:

João chegou ao país nesta manhã.

A casa de Maria está em ruínas.

Ela era a moça mais bonita da festa.

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As palavras em negrito são os sujeitos das orações, as outras são os predicados.

Estaria errado colocar uma vírgula depois dos sujeitos, mas foi, justamente, o que fizeram na faixa da fotografia acima.

O sujeito é “O Rio”; o predicado, “está com você”. Logo, essa vírgula foi muito mal utilizada. O certo seria: “O Rio está com você”.

E mais: deveria haver uma vírgula depois de “Bretas”, que é o vocativo. O vocativo é o termo usado para chamar ou interpelar alguém; ele sempre se refere à 2ª pessoa do discurso.

Resumindo: para estar gramaticalmente correta, a frase deveria estar escrita assim: “Bretas, o Rio está com você”.

Custo a crer que Caetano, que conhece bem a língua portuguesa, tenha deixado passar essa.

* Carla Paes Leme é jornalista, revisora e dá aulas particulares de gramática desde a juventude. Atualmente, cumpre, diariamente, a missão dada, do Além, por Machado de Assis: preservar o Português, que, ao menos em Botafogo, há de ser imortal.

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