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  • Carla Paes Leme com colaboração de Antonio Augusto

Botafogo vivo e ensolarado


Apresentação do coral Uma só voz, de moradores de rua. Foto: Guido Dowsley

O sábado de sol foi o cenário perfeito para o “Botafogo Vivo”, primeiro evento da Rede Botafogo Cultura Solidária, grupo criado, em maio, por pessoas e instituições que produzem cultura ou a divulgam, caso de nós, do Curta Botafogo.

Propondo a ocupação de praças do bairro com artistas se apresentando gratuitamente para públicos de todas as idades, a edição de estreia do projeto “Botafogo Vivo” foi um sucesso e contou com as mais diversas atividades, como já havíamos anunciado anteriormente.

A programação incluía apresentações na Praça Chaim Weizmann, em frente à Biblioteca Machado de Assis (rua Farani 53), que também foi ocupada por palestras, sessão especial do ainda inédito nos cinemas “Sigilo eterno”, do cineasta Noilton Nunes, e pela escritora Kaori Kodama, que contou a história do bairro de Botafogo para crianças. Entre os palestrantes estavam Mário Margutti, idealizador da rede, que falou sobre estratégias para projetos culturais; Antonio Breves, artista plástico, que falou sobre o seu espaço Olho da Rua (rua Bambina 6), e representantes da Escola de Comunicação da UFRJ e da Universidade Santa Úrsula.

Já a praça teve roda de capoeira de Angola para a garotada com a equipe do Mestre Ferradura e apresentações do coral Uma Só Voz, formado por população em situação de rua; de bailarinos da Faculdade de Dança Angel Vianna; do grupo de choro Criançada Reunida, que toda terça-feira toca no Casarão 22 (rua Farani 22); da turma do Teatro do Mar; da cantora Christina Paz com músicos da sua oficina de roda de samba; a banda Atitude Social, da comunidade Santa Marta; e da cantora Luíza Breves, acompanhada pelo contrabaixista Ighor Albuquerque.

A Biblioteca Machado de Assis aproveitou para promover a já tradicional ação “Livros na praça”, em que qualquer pessoa pode – e deve – pegar o livro que quiser.

O Circuito Carioca de Artes e Culturas também participou do “Botafogo Vivo”, com barraquinhas de deliciosas comidinhas: produtos sem glúten, como biscoitos e quiches; pizzas, sanduíches e docinhos. Quem passou o dia na praça aproveitou!

As Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), que também têm representantes atuando na rede, apoiaram na produção e na divulgação do evento; assim como o site Curta Botafogo, que já é o veículo de comunicação oficial da Rede Botafogo de Cultura Solidária.

A Associação de Moradores e Amigos de Botafogo (AMAB) – representada por sua presidente e seu vice, Regina Chiaradia e Maurício Matsutani – foi fundamental para o sucesso dessa festa coletiva. Graças à AMAB, a Prefeitura do Rio de Janeiro chegou junto disponibilizando energia elétrica, fornecendo palco e transporte para o coral, limpando e trocando as lâmpadas da praça.

A arrumação da praça, aliás, contou com a galera do Coletivo Abrigo, liderada por Wagner Ferraz. Os bancos foram pintados, flores plantadas, horta comunitária criada, tudo feito com muita cor, alegria e união.

Os integrantes da Rede Botafogo Cultura Solidária estavam satisfeitos com o evento de estreia do projeto “Botafogo Vivo”. O saldo foi positivo. O grupo já está animado para fazer o próximo. Regina conseguiu que o Circuito Carioca de Artes e Culturas promova a feirinha regularmente na praça, não só de alimentos, mas também com barraquinhas vendendo artesanato.

Tomara que a proposta de ocupar praças com participação voluntária e colaborativa, que já começou dando certo em Botafogo, anime outros bairros a transformar espaços públicos em lugares de convivência, diversão, cultura e arte. O carioca merece.

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